27 novembro 2012

Sonho.

Queria pular de algum lugar bem alto. Tão alto que fosse só eu e o vento, que as lembranças fossem varridas como um simples devaneio. Tão alto que o resto silenciasse e apenas o assobio do vento me lembrasse de minha existência. E acelerando, minha consciência se fundiria com as cores, os sentidos e os sentimentos, e eu saberia que não iria mais voltar. Só eu e o vento, os braços abertos, um pássaro incapaz de voar, a queda iminente, e finalmente eu experimentaria aquela sensação pura... Aquela sensação de paz.

25 novembro 2012

Feche Bem Os Olhos.

Costumo imaginar olhos maléficos semicerrados à luz de um sorriso multifacetado; perverso e quase beatífico. O retrato da lucidez e loucura. O lado vil, traiçoeiro e déspota. O mal criado, encarnado e incontido. É impressionantemente real e desolador. Preciso me recuperar, assimilar, digerir, organizar meus pensamentos. É sempre tudo muito circunstancial e gradual. Ninguém é inocente. Muito menos inofensivo.

16 novembro 2012

Perfídia.

O erro que eu cometi foi tão banal
Amargo e inocente, o singular pelo plural
Mas foi de um preço alto pra se aguentar
Algo que nem morrendo eu vou conseguir pagar
Eu trouxe a vida errada pra este lugar
E a amaldiçoei com a solidão
E é por isso que não vou conseguir caminhar
O fardo é pesado demais pra carregar
Não sei dizer se um dia vou me perdoar
Mas num corpo sem alma eu tenho tempo pra tentar