10 junho 2016

Throne.

"Remember the moment
You left me alone and
Broke every promise you ever made
I was an ocean
Lost in the open
Nothing could take the pain away

So you can throw me to the wolves
Tomorrow I will come back
Leader of the whole pack
Beat me black and blue
Every wound will shape me
Every scar will build my throne

The sticks and the stones that
You used to throw have
Built me an empire, so don't even try
To cry me a river
'Cause I forgive you
You are the reason I still fight

I'll leave you choking
On every word you left unspoken
Rebuild all that you've broken
And now you know...
Every wound will shape me
Every scar will build my throne

So you can throw me to the wolves
Tomorrow I will come back
Leader of the whole pack
Beat me black and blue
Every wound will shape me
Every scar will build my throne"

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Bring Me The Horizon

31 maio 2016

Das Coisas Que Falei Pelo Acalento.

Não sei dizer quantas vezes me senti assim, mas esse sou eu. O barulho da chuva lá fora transborda aqui dentro, enche o vazio, mas o eco continua alto, ensurdecedor. Eu vejo meus detalhes em cada uma das palavras que se formam, elas me acompanham junto com toda a tristeza que eu puder levar, e dessa eu encho os bolsos e a alma sem sequer piscar. A escuridão se faz necessária sem querer, eu descobri que não sei andar sob o sol. Talvez o excesso de claridade me incomode. Talvez eu apenas tenha medo de encarar a realidade que essa luz vai me mostrar. Na escuridão reina o frio, e esse dói. Se infiltra nos ossos, causa as pontadas e os tremores, insiste na crueldade e nos temores, mas permanecendo em trevas eu dou cada passo com a ilusão de algo que provavelmente não existe, e essa ilusão me carrega quando as pernas estão cansadas. Não sei se quero a claridade pra mostrar que fracassei, pra me cegar entre os amores que enterrei. Esses, aliás, eu devia ter aprendido que não sei lidar. Sou indefinido, imperfeito, disforme e ainda assim gigantesco em meus trejeitos invisíveis. Esse sou eu, um andarilho solitário, e aprendiz da madrugada, compreendo mais uma vez que minha capacidade padece no saber, pois notei que diferente da chuva, meu coração é sólido. De certa forma, não possui a simplicidade de caber.

30 maio 2016

Inevitável.

Hoje usei a palavra inevitabilidade numa conversa. À partir do segundo em que a proferi senti uma inquietação no cérebro. Como uma coceira, um formigamento. Pareceu um tipo de aviso do meu próprio ser para as coisas que digo. Hipocrisia. Depois de algumas horas, ainda com um gosto amargo na boca, quase como um efeito colateral, eu percebi que alertei quanto a algo que teimo a ignorar dia após dia. A inevitabilidade. Continuo teimando em negar meus instintos, e assim a inevitabilidade me atinge sempre. De novo e de novo, um maldito círculo onde eu sou devorado por minhas próprias negligências. Eis me aqui, tão confuso quanto alguns, mais perdido que muitos, tão longe de alcançar a superfície quanto qualquer outro. Ainda assim ousei falar de inevitabilidade como se eu entendesse de alguma fagulha que seja dessa fogueira viva. Me queimei e vou continuar me queimando. Isso sim é o conceito da inevitabilidade. Que me sirva de lição.