01 julho 2012

The Boy.

Eu não sei porque ele continua a olhar o mar
Ele nunca trará de volta o que levou
Ainda assim ele se senta e assiste
O bater cadenciado das ondas no cais
O som remetia a choros sofridos
E risos sinceros de alguma amizade
Ele sabe que o tempo dele está se esgotando
Mas ele prometeu que esperaria
Portanto ele continua a esperar
Mesmo que a maré fique alta e violenta
Ele continuará a sonhar em vão
E continuará a cantar aquela mesma canção
Que um dia lhe foi mostrada

Índigo.

Um peso que não pode ser carregado
Uma memória que já se saturou
O passado e o presente se chocam
Restos de desejos um dia abraçados
A lua é insensível e traz dor

Deixando o resto sobre sangue azul
A máscara esconde a verdade
Do real querer da perdição
Impossível enxergar o fim da estrada
Do caminho feito para a maldição