31 julho 2011

Liz.

Desde o primeiro dia,
Seu perfume me embriaga, meu amor.
E nesses momentos,
Eu gostaria de ser como você, por um momento.
Mas desde aquele dia,
Eu tenho um único arrependimento.

Desde que nos conhecemos,
Eu só disparo com o seu perfume.
É a única coisa,
Que me faz sentir tão bem quanto você faz.
Desde que nos conhecemos,
Só tenho um arrependimento para viver comigo.

E o único arrependimento é você.
Eu me arrependo de nunca ter deixado você ir...

30 julho 2011

Morte.

No alto dos céus,
A noite mais densa desponta.
Enquanto a luz morre,
A escuridão toma conta.
Almejamos seu fim,
E miramos seu coração.
Pela minha mão negra,
Os mortos se erguerão!

DSCNX.

Não tenha esperança ou desejo.
Coisas como essa servem apenas para te derrotar.
Não almeje novas tentativas.
Tudo que você teme estará ali para te matar.
De novo, e de novo, e de novo. É só um jogo para ela.
Mas tudo será explicado.
E quando estiver perto do fim, você entenderá.
Aquilo que é letal para sua alma chegou.
E está aqui para ficar... Você não vê?
Não vê que ela vem sob a forma de sol e luz?
Não vê que é tudo uma mentira ensaiada?
A última noite...
A noite mais densa...

29 julho 2011

Não Posso Parar Agora.

Eu notei essa noite que o mundo tem girado.
Enquanto eu estava parado aqui, hesitando.
Mesmo que tenha dito que esperaria até você precisar de mim;
Eu tenho que ir, e eu odeio te deixar triste...

Eu notei essa noite que o mundo tem girado.
Enquanto eu estava parado aqui, assolado.
Mesmo que tenha dito que esperaria até você precisar de mim;
Eu tenho que ir, parte o meu coração dizer...

Que eu não posso parar agora.
Eu tenho os meus próprios problemas.
E o tempo é curto.
Eu me sinto solitário e
Cansado demais pra conversar.

Com ninguém...

Eu não posso ir mais devagar
Por ninguém nesta cidade.
Eu não posso parar agora.
Por ninguém...

O movimento faz meu coração continuar.
.
.

K.

27 julho 2011

Sombra De Outono.

Vá até a sombra de outono
Eu poderia dormir por dias
Mas eu gosto do sol quando estou acordado
É um longo caminho.

Como eu estaria desse jeito
Sonhando assim tão loucamente
Mas eu gosto do sol quando
Ele cai através de outro plano.

Eu posso ouvir outro som
E ver que nunca será o mesmo
Guarde meu pensamento.

Sombra De Outono II.

Olhe através de mim porque eu sou transparente
Não há nada de mim para conhecer
É melhor conhecer a si mesmo.

Estou começando a precisar de tudo que eu não tenho
Estou tendo sucesso no que não preciso
Em expressar como sou um maldito louco.

Ouça os pássaros
Olhando a sombra de outono
Você é inocente e eu imaturo.

Sombra De Outono III.

De manhã cedo
Debaixo da sombra de outono
Não preciso mais me lembrar do dia.

Agora as folhas estão caindo
E o sol não está por perto
E eu estou cantando palavras para as nuvens.

26 julho 2011

Sério.

É difícil precisar tomar certas decisões.
Alguns assuntos deviam ser esquecidos.
Mas nunca é desta forma. Nunca...
Eu já sei o que devo fazer.
Mas eu realmente não congiso.
Não consigo ultrapassar esta última barreira.
Ainda não...
.
.

É tão difícil como te deixar ir.

19 julho 2011

Bara.

Os olhos castanhos,
Tão amadeirados quanto o tom de teus cabelos,
Madeixas que respondem ao sol e a mais ninguém.
O rosto gentil e casto é o melhor dos presentes.
De sorriso tão deslumbrante quanto o céu da manhã.
A pele traz o calor de tua beleza inocente,
Graça de valor incalculável.
Conforme vais embora de mim sinto o frio chegar.
Mas ainda vejo teus olhos castanhos.
Quentes, amadeirados e belos.
Ainda contemplo teu sorriso perfeito.
Esperançoso e cativante.
Eu lhe disse meu amor, mas jamais pude te dar.
E jamais poderei recebê-lo.
Ainda assim, estendo a mão ao teu coração.
E aos teus olhos castanhos, minha eterna devoção.

17 julho 2011

Green Lantern!

In our darkest hour... There will be light...

In brightest day.

In darkest night.
No evil shall escape my sight.
Let those who worship evil’s might.
Beware my power... Green Lantern's light.
.
.

*-*
That's fucking awesome!

16 julho 2011

My Dear Ariel.

Starting to see my life,
Fall to the ground.
With the leaves outside...
Watching the rain pour down,
With no sound.
It's far and wide...
If I remember?
Of course I remember...

Learning to see through this
Loneliness...
The scars and bruises...
Keep hearing you in my sleep,
You speak to me...
With the loss and the hurt I feel...
It's all I remember...

Oh, the only thing I ever had,
Was to reach this unreal dream...
Where she walks into this night,
And carries me out of the dark...

Ariel, I close my eyes just to see you...
Ariel, as cold as ice I still feel you...
The leaves are falling down, my dear Ariel...
.
.

F.

14 julho 2011

Vencido...

O aroma ao redor dela.
A mais bela das flores.
Assombrou-me em meu sono.
Com o som de seu riso.
E a visão de seu sorriso.
Ela me mantém acordado a noite toda.

Naquela época eu capturei.
O menor dos recursos.
Como uma fada ela se move, amada pelo sol.
Mas queres que na brisa.
Com geadas em suas folhas.
Agora deite antes de mim na brisa.

E agora eu estou sem lar.
Pois não tenho seu coração.
E eu sei que neste tempo frio.
Eu ficarei sozinho.
Vencido...
Pelo meu coração.

E eu me lembro, meu coração.
Eu a perdi em algum lugar.
Você poderia, por favor, encontrá-la para mim?
Porque eu não consigo dormir.
Eu não posso nem chorar.
Pois tudo permanece preso aqui dentro.

13 julho 2011

Violet...

Love...
Tell me, Violet, what love means?
Tell me, really...
Is there something I should know?
Listen to my heart.
Listen to your heart.
Don't let me down... Down the river.
Oh, my dear Violet, just tell me...
What love means?
But she stays silent...

Fado.

E então você esquece o meu amor.
E então você esquece a minha vida.
Nós podemos nos reconciliar?
Eu poderia dizer isto, mas eu mentiria.
Eu estou perto demais do sol.
Daqui ele não é belo e gentil...
Um minuto e eu irei.
Você pode retribuir meu amor?
Você pode acabar com esta solidão?
Eu poderia dizer isto, mas eu mentiria.

Eu Me Afogo.

Minhas cortinas estão fechadas.
As velas estão apagadas.
Eu estou no escuro.
Estou sentindo o frio.
O frio que amaldiçoou este coração.
Que amaldiçoou esta alma...

Você não pode ver estes sentimentos.
Para depois apenas sorrir através deste sangue.
Evitarei seus olhos.
Não ficarei por perto.
Não me deixe subir.
Prefiro que me deixe cair...

Chorei tudo que pude por estes ferimentos.
Para apenas encontrar meus sonhos queimando.
E ainda assim eles me perguntam...
Por quê se sente tão para baixo?
Por quê se sente tão triste?

Sozinho eu me afogo.
Eu me afogo...

11 julho 2011

Ai Ai...

Eu acho que estou um pouco cansado de certas coisas.
Algumas dores já são por demais antigas.
Acredito ser hora de deixar certas coisas para trás.
Mas quando menos espero, estou fazendo tudo de novo.
Parece um tipo de necessidade estranha...
Eu só queria saber parar isto.
Por que sempre quero garotas que não me querem?

08 julho 2011

A Promise.

You only saw the dark side of me.
Bring me back to my reality.
I have lost the will to fly.
With broken wings I can't even try.
I have lost my belief...

Picture a world for us.
A promise to set me free...
Imagine a place for us.
A promise will set me free...

Without you I fail in every way.
Picture a world for me where I can stay.
Without you I break in every way.
Imagine a place for us where you and I stay.
.
.

DBA.

?

Eu sonhei que estava desaparecendo.
Você estava tão assustada...
Mas ninguém podia ouvir.
Pois ninguém mais se importava...

Depois do meu sonho...
Eu acordei com esse medo.
O que eu estou deixando...
Quando eu morrer?

05 julho 2011

Melodia Do Desamparado.

Lentamente ele subia. Passo sobre passo.
Em seus ouvidos não havia nada mais que o vento, melodia antiga de tempos felizes. A cada passo ele sentia o cansaço aumentar, como uma maldição de seu mundo interminável.
Os cabelos compridos e dourados batiam-lhe ao rosto jovem e belo, máscara vazia de um corpo sem face. O penúltimo passo fora dado, tão pesado quanto o céu azul celeste, e ainda de costas ao que tinha percorrido, o desamparado pensou sobre o que certa vez o amor de sua vida lhe dissera em sussurro.

"O homem que olha para o passado jamais se perderá. Jamais ficará sem um caminho."

E com sua última centelha de esperança se esvaindo, o desamparado virou-se para encarar aquilo que um dia fora seu único passado. Mas ali do alto da colina ele viu as chamas consumindo a pequena cidade que um dia foi seu lar, e lágrimas caíram de seus olhos azuis apaixonados, pois o perfume de sua amada agora fazia parte da fumaça de madeira velha e corpos inertes ao sabor do destino crepitante.

- Marianne... Minha amada Marianne. O fogo infernal que agora deixa-me órfão de passado nada é se comparado ao fulgor que meu ser nutre por ti. E se como um dia me disseste, sou teu único anjo, onde estão minhas asas para que eu possa lhe negar este batismo de sangue? Por que não consegui entregar-te minhas forças para que teu lindo sorriso não fosse transformado em lamúrias de dor e injustiça?

E olhando a fumaça lúgubre misturar-se ao céu claro de sol, o desamparado sentiu seu coração queimar junto com sua amada, e sua alma abandonou-o, pois caminhava de mãos dadas ao amor que ela sentia. O suor da íngreme subida percorria seu corpo como uma doença indesejável, e ainda perdido em lágrimas, ele pensou em todos os momentos e alegrias que seus vinte e cinco anos lhe permitiram ter. Porém, amaldiçoado se tornara, e entoando cânticos enegrecidos pela morte, o desamparado cuspiu em seu destino.

- Jamais duvidei da bondade deste mundo, entretanto tornei-me um homem sem passado, desprovido de alma e de sorriso, pois meu peito agora carrega apenas um fardo morto e perfurado. Eu revogo inteiramente a aceitação ao meu destino, e desta colina manchada com minha sombra estagnada, percebo agora que o dom da visão não foi dada à meu ser para agraciar meus olhos azuis, mas sim para que eu visse que milagres não existem, e que mesmo as asas dos anjos que levam as preces aos ouvidos de Deus não são tão belas quanto devem parecer. Agora percebo que amor e ódio podem começar em lugares diferentes, mas alcançam o mesmo fim lamurioso. E por fim levam apenas à tolice e à loucura.

Sem ter exata certeza do que fazia, o desamparado levou a mão ao coldre preso a seu cinto, e lentamente a resposta foi trazida ao seu labirinto tão denso e cruel. Ele finalmente encontrara uma forma de vingar-se do mundo, do destino, e de Deus.

- Você dá tudo que tem para que possa colher a mais bela das rosas, e então ela morre como todas as outras importâncias de sua vida. Minha amada Marianne, posso ser teu anjo, mas me perdoe, isto me torna tão amaldiçoado quanto o fogo que corroe tuas veias. E se Deus não pode ouvir a súplica de um filho abandonado, vou até ele por meus próprios meios, e ao chegar ao paraíso lhe jorrarei meu ódio e voltarei às cinzas que aqui jazerão contigo em meus braços.

Um último sorriso perfeito perpassou suas feições tão belas e tão ensandecidas. O cano frio da arma encontrou sua têmpora e uma última vez ele sentiu a única fragrância que realmente lhe importava. O desamparado ajoelhou-se, e mesmo perdido em raiva e loucura, mantinha a ternura do homem feliz que um dia fora. Assim como a bondade de sua amada, isto ele jamais perderia, e por já estar morto em vida, não temia fechar os olhos para sempre.

- Marianne... Eu te amo. Anjo sou... Anjo serei...

Um único segundo de hesitação. Outros dois para a última certeza.
Bang...