Relva curta e madeira. Algo de floral, de natural, de roupa limpa. Doçura ocasional, perfeita e imprecisa. Rosa vermelha tal qual chamas em cachos emoldurados. Translucidez, algo que nos vigia sem dirigir o olhar. Luz da lua e estrelas, mistério, vento a soprar. Verde acobreado, às vezes da cor do mar. Profundo, incalculável, sincero, indecifrável. Chamas frias coloradas que dançam em tom cadenciado, do vermelho vivo ao castanho aveludado. Do verde ao moreno, metendo mais medo que um raio de sol, trazendo o frio nórdico e um calor portunhol, como notas vítreas e complexas, que trazem ardor quando menos se espera, na fração de um segundo imaginário. Vida rara num pequeno orquidário. Tão intensa que o sabor revela cor, por nuances de tudo que de alguma forma é belo. Bem como a simplicidade de um quadro sobre os pequenos prazeres da vida. Valor imensurável. Pra sempre a mais bonita.