29 abril 2014
Quando Tudo Se Mistura.
Eu durmo e sonho coisas que me fazem acordar com medo. E pelo jeito isso não vai ter fim tão cedo. E em mais uma dessas noites eu fico me perguntando: Eu cochilei? Será que eu dormi? Eu sou o seu pesadelo, ou será que você é o meu? Eu sou a pior coisa que aconteceu com você, ou você é a pior coisa que aconteceu comigo? Quem sabe os dois. Ou nenhum dos dois. Talvez nem tenha existido alguma contagem. Talvez ainda se esteja contando. Na realidade não posso dizer com certeza, e essa é a mudança de sistema. Ninguém disse que morrer tarde é sinônimo de viver muito, mas ninguém quer morrer cedo por medo de não conseguir viver. Portanto o filme continua, e ninguém na plateia faz a mínima ideia, naquele tipo de coisa que se repete não importando a causa ou o efeito. Sabe como é, às vezes você bebe o leite, às vezes o leite bebe você. Existem coisas que sempre dependerão do ponto de vista, das circunstâncias, de muita coisa que certas vezes está além da nossa compreensão, e é por isso que eu acho que não houve culpado. Mas você me conheceu numa fase muito estranha da minha vida, e isso continua me dando o que sonhar, o que temer, e uma pergunta que está sempre acima das outras nessa quase paranoia das minhas madrugadas: O que diabos acontece comigo?
23 abril 2014
Segue Madrugada.
Tenho que ir embora. Tenho que ir agora, me desculpe, sem demora. Você faz tudo ser diferente, de um jeito bonito e meio imprudente. Uma virtude no defeito, um belo olhar, um acalento. O seu perfume, o meu tormento... Céus, como eu lamento.
Uma lembrança imaculada, uma memória apagada. Noite certa, hora errada. Quando foi que fiquei assim? Talvez esse seja o meu fim. Não é de hoje que tenho esses problemas, acabo me deixando levar pelos dilemas. "Se eu já não tivesse. Se você não fosse. Se eu já não gostasse". Ah, se isso mudasse... Pois é, eu tenho que ir embora. E tem que ser agora, me perdoe, sem demora.
Uma lembrança imaculada, uma memória apagada. Noite certa, hora errada. Quando foi que fiquei assim? Talvez esse seja o meu fim. Não é de hoje que tenho esses problemas, acabo me deixando levar pelos dilemas. "Se eu já não tivesse. Se você não fosse. Se eu já não gostasse". Ah, se isso mudasse... Pois é, eu tenho que ir embora. E tem que ser agora, me perdoe, sem demora.
21 abril 2014
Das Coisas Que Escrevo Em Segredo.
Eu
costumava ter na cabeça a convicção de que nada seria tão complicado
quanto a sempre extenuante tarefa de entender todas as circunstâncias e
vertentes que permeiam meu próprio ser, certas vezes tão desprovido de
razão. Conforme alguns dos meus - ainda poucos - anos se passaram, eu
desvendei muitos de meus próprios mistérios ao passo que criei outros,
vivendo na base de um limite que me exauria,
mas mostrava o quão verossímil pode ser essa jornada imensurável que é a
vida, num turbilhão inesgotável de idas e vindas, cores e rimas,
chegadas e partidas. Mas num determinado momento, já um pouco calejado,
eu cheguei num estado de estranha calmaria, e mesmo diante daquelas
pequenas dificuldades dos dias, no conforto repentino da compreensão, e
quanto mais eu estava em paz comigo, mais conseguia estar em paz com os
outros. Pois é que então surgiu você, e toda a sua simplicidade e
complexidade, o seu sorriso tão leve e o seu olhar tão lindo e triste,
desarmando completamente aquela confiança que tanto me sustentava,
trazendo seus problemas, suas virtudes, sua beleza. Sem adornos, sem
caprichos, e ainda assim tão enigmática. Veio então a certeza de que eu
jamais conseguirei te decifrar. E eu, assim, perdi minha paz.
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