08 setembro 2012

Reencontros.

Reencontros.
A jornada de cada um de nós é cheia deles.
Alguns bons, outros nem tanto,
Mas todos inesperados e inspiradores.
Inocentes, ao acaso, intrigantes,
Um misto de surpresa e saudade,
Um tipo de novidade antiga.
Voltam algumas memórias antes escondidas.
Voltam, e chega a percepção do tempo.
E você franze a testa ao notar que ele passou,
Mas sorri ao perceber que tudo está bem.
De alguma forma eles ajudam.
Fazem de você mais sábio, receptivo.
Mais cauteloso, questionador.
Também mais inocente, descontraído.
Tudo em doses pequenas de palavras trocadas.
É algo bonito da forma que for.
Só é preciso prestar atenção pra encontrar.
Existem várias palavras que servem,
Mas é isso,
Pode-se resumir a vida nesta também.
Reencontros.

É Bem Verdade Sabem?

E o novo não mais vai mexer da forma que já mexeu, que a lágrima calejou e o sôfrego amanheceu.

05 setembro 2012

Dúvida.

Não se sabe como tudo aquilo começou, nem como o antídoto e o veneno se misturaram, tornando-se o vício do prazer mais letal. Não se sabe como tudo ensandeceu tão literalmente, ou como pétalas de rosa choveram tal qual espinhos do caule e gotas de sangue de dedos delicados e inocentes. Não se sabe porque acostumou-se ao gosto da ferrugem, do cobre, tão traiçoeiro quanto a rotina de decepções primárias, secundárias e terciárias. Mas irá terminar? Impossível dizer... Realmente não se sabe, e isso, ao fim das contas, é tudo que restou para saber.