Naquele dia me lembro de te encontrar quase por acaso, numa dessas coincidências da vida, como um suspiro leve que esvaziava meu peito da respiração pesada. O céu estava num azul pacífico, com nuvens brancas e belas, e o sol era confortável e caloroso como um abraço cuidadoso. A brisa leve cumprimentava meu rosto e minhas mãos enquanto eu caminhava livremente longe de minhas preocupações.
Eu olhava ao redor para toda a sua beleza incalculável, toda a vida que me fazia reanimar, os lagos que pareciam grandes espelhos divinos e a grama curta sob meus pés. Dentro de mim eu era capaz de ouvir cada som do seu movimento, da sua fluidez tão macia quanto a facilidade que era existir ali e contemplar silenciosamente seus detalhes formosos e musicais. Era como ouvir os acordes mais singelos e melodiosos, e ainda assim era como estar em completo silêncio, como estar além da consciência de qualquer coisa que não fosse tranquilidade. Cada caminho, cada toque, cada passo, tudo transbordava amor e compreensão, e entre meus sorrisos e seus pequenos milagres corriqueiros nos fundimos e trocamos os melhores e mais altruistas sentimentos. Nos compreendemos e eu pude sentir que mesmo naquele primeiro encontro eu já te conhecia, e fechando os olhos percebi e te confidenciei... eu te vi nos meus sonhos. E no misto entre sonho e realidade, depois de muito tempo me senti completamente em paz.
10 maio 2023
Uma vez num sonho.
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