Cada vez que a lembrança
Deixa o pesar no peito
E o amargor na garganta
Eu te mando um vídeo bobo
Que não tem nada errado ou novo
E que nada mais existe
É o que posso fazer pra te ajudar
Pra te deixar focar no que precisa
Pra você continuar a sua vida
Sem lamentar o que não volta
Mas acho que de nós dois
Você já foi bem mais longe
E o que busca no horizonte
Novamente é só amor
Eu, por outro lado
Sou alguém mais complicado
Tenho cisma com o passado
Vivo de me arrepender
E lamentavelmente não aprender
A seguir sem precisar sofrer
14 dezembro 2025
Recortes
09 dezembro 2025
Sessão gritos inaudíveis #16
Tenho muito mais do que os distúrbios, o descontrole, a exaustão pra dizer. Muito mais do que apenas a revolta, as crises e a depressão pra mostrar. Tenho mais que os vícios, as cicatrizes e as dores mal curadas pra viver, mas é difícil pois o mundo sempre quer me derrubar, e ele é pesado, muito pesado. Nunca alcançarei o que considero ideal, mas apenas gostaria que fosse um pouco mais fácil sobreviver e viver. A gente não deveria pagar tanto por um sorriso tão breve, por um riso tão pontuado. Não é possível que eu mereça isso desse jeito, não é possível que eu seja tão ruim assim. Ou será que sou? Eu não saberia dizer com certeza, mas custo a crer em ares de justiça divina pairando sobre mim. Eu não quero ser canonizado, não quero ser demonizado, só quero ter paz. Eu não mereço isso? Nem sequer me lembro como é ter paz, porque nunca mais senti isso. São problemas sucessivos, no trabalho, na rua, com amigos, com família, na minha casa, no meu corpo, na minha mente. Ou então é rotina, dormir, me distrair com redes, séries, pessoas e coisas, mas veja bem, rotina não é paz. É sempre submissão e revolta, embate ou fuga, euforia e depressão. Não sou o mártir desse mundo, apenas queria ter um pouco de paz sem precisar sangrar por cada momento. Estou exausto, eu já sangrei demais. Me deixem sozinho. Me deixem em paz.