Certas
coisas eu não posso mudar, não posso me perguntar ou tentar fingir que
sei responder. Não dá pra evitar que minha mente permaneça em dúvida
sobre tudo que de alguma forma me define. Não posso evitar, é como
tentar apagar uma noite de luar... não dá. Eu só posso abraçar o que
interfere em meu olhar, que seja como um beijo, algo a eternizar.
Nada
vai mudar o que passou, nem como ou porque passou. Nada vai dizer o que
me faz organizar meus pensamentos, quando tudo que quero é fraquejar...
28 julho 2014
23 julho 2014
Relembrando.
Eu
aprendi na marra que esse negócio de tentar acabar com a solidão pela
sua própria ação não funciona. Ela pode até te matar, mas você não vai
conseguir matá-la. Não com esse tal 'plano de mestre' que você acha que
bolou sozinho. A solidão morre no acaso, seja do acerto ou do erro. Você
tá aí se enganando desde que se conhece por gente. Para com isso,
irmão.
O Cemitério das Boas Intenções.
Trancaram-nos aqui.
Aqui onde vivemos a respirar o mesmo ar
Aqui onde dividimos o que roubamos da nossa Terra-mãe.
Por que todos aqui? E por que tantos, aqui?
Aqui onde amamos nossos semelhantes
Com a mesma intensidade que odiamos os que são diferentes.
Aqui a gente briga pelo que não é nosso
Aqui, onde a gente acumula o que não nos pertence
Para que os que nada possuem permaneçam nada possuindo.
E para sair daqui?
Um portão, e ele não abre para os dois lados.
Saibamos, então, antes que seja tarde demais, que
O bisturi vai ler em nossa pele
A perfeita transcrição do que está entalhado em nossa alma.
E assim veremos:
A gente morre sem dinheiro
A gente morre sem amor
A gente morre sem amigos
A gente morre sem sucesso, sem fracasso, sem passado, sem futuro
A gente morre sem emprego, sem carro, sem medalhas no peito.
O que está prostrado na maca é o elo perdido entre o Humano e o Animal.
A gente morre sem rosto.
A gente morre sem corpo.
A gente morre sem nada.
A gente morre para que, naquele hesitar entre o último pulso
E o fechar de nossas pálpebras,
Possamos ter um único segundo de paz.
Trancaram-nos aqui. E daqui não sairemos juntos.
A gente morre sozinho.
E hoje, no auge do funeral dos nossos sonhos
Depositamos aqui mesmo as nossas boas intenções.
Trancaram-nos aqui.
E daqui não sairemos vivos.
Aqui onde vivemos a respirar o mesmo ar
Aqui onde dividimos o que roubamos da nossa Terra-mãe.
Por que todos aqui? E por que tantos, aqui?
Aqui onde amamos nossos semelhantes
Com a mesma intensidade que odiamos os que são diferentes.
Aqui a gente briga pelo que não é nosso
Aqui, onde a gente acumula o que não nos pertence
Para que os que nada possuem permaneçam nada possuindo.
E para sair daqui?
Um portão, e ele não abre para os dois lados.
Saibamos, então, antes que seja tarde demais, que
O bisturi vai ler em nossa pele
A perfeita transcrição do que está entalhado em nossa alma.
E assim veremos:
A gente morre sem dinheiro
A gente morre sem amor
A gente morre sem amigos
A gente morre sem sucesso, sem fracasso, sem passado, sem futuro
A gente morre sem emprego, sem carro, sem medalhas no peito.
O que está prostrado na maca é o elo perdido entre o Humano e o Animal.
A gente morre sem rosto.
A gente morre sem corpo.
A gente morre sem nada.
A gente morre para que, naquele hesitar entre o último pulso
E o fechar de nossas pálpebras,
Possamos ter um único segundo de paz.
Trancaram-nos aqui. E daqui não sairemos juntos.
A gente morre sozinho.
E hoje, no auge do funeral dos nossos sonhos
Depositamos aqui mesmo as nossas boas intenções.
Trancaram-nos aqui.
E daqui não sairemos vivos.
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