20 janeiro 2016

Daquilo Que Somos.

Somos incapazes. Incapazes de notar nossa mudança diária ao olhar no espelho. Incapazes de ver que o tempo se acumula dentro do peito, mas que vai embora num sopro, num grito, no silêncio. Somos incapazes de fazer as pazes com nós mesmos. Somos réu, juri e juiz, e queremos cortar o mal pela raiz, mas esquecemos que do mal também vivemos. Somos tão incapazes quanto sonhadores, vivemos decepções e amores, entre erros e acertos, na nossa dualidade usual que para nós já é banal. Mas no meio disso tudo, ardemos a chama da coragem, cada um em sua própria viagem, mas ainda assim juntos, ainda assim inseparáveis. Ao final de tudo, entretanto, nada perde seu encanto, mesmo em pranto sorrimos, ainda assim caminhamos. É nossa maior virtude, morremos em juventude. Querendo ou não, seguimos, quando ficamos ou partimos. Sim, somos incapazes, mas acima de tudo... disso somos capazes.