29 agosto 2010

Octogésimo Segundo.

Recado De Razão.

"Morte. Amiga morte.
Derradeira sina para o fim do começo.
Irradia serenidade ao ser terreno.
Remete paciência ao mar eterno.
Teme exaurir tua face diante dos vãos.
Porém, apetece aos incautos sedentos.
Em meu corpo, laça o teu dizer melodioso.
Acaricia-me aos teus dedos rubros,
Ensanguentados de paixão.
Pois me seduza, linda Medusa.
Que estou a caminhar se tua voz proclama.
Distrae o encanto da chama, faz-te profana.
E sugere ao meu destino, um novo ter.
Cá estou, inerte ao teu querer.
Disperso em teu tecer.
Portanto, engole em tua gana o meu viver.
O ouro de falsas promessas, nem precisa oferecer.
Que dou-te a mão e deixo-me esmorecer.
Só te peço que me cegue, para que não fale a dor.
Só te peço que me cale, para que não veja o amor.
Usa tua lábia e vire o jogo a teu favor.
Faz da tua foice a tua justiça, o teu clamor.
Tira o anonimato, olha a face, sente o sabor.
Que de minha alma dou-lhe ao último fulgor.
Teu véu negro tornar-se-á meu arco-íris.
E teu veneno, o mais doce dos néctares.
Sigo a chaga que quiser, e se acaso te indispor,
Ofereço-te minha rosa, a feição de meu ardor.
Mas leva-me hoje, sem demora.
Que daqui conheço bem os dias.
Que daqui conheço bem as horas.
E se já não torno a chorar por morrer em vida,
É porque quero encerrar-me.
E neste apoteótico e belo cárcere, viver de ti."

By - [Halos]

27 agosto 2010

Octogésimo Primeiro.

Receio.

"Sou o errado.
Diferente.
Muito diferente.
Inconclusivo, eu diria.
Desconhecido.
Inapto.
Não posso fugir de mim.
Se pudesse, faria.
Se pudesse mudar, mudaria.
Mas não posso.
Não estou certo.
Sou fraco.
Sou ninguém.
Estou aquém.
Falso e mentiroso.
Frio e derrotado.
Meu pior inimigo.
Porém, meu último amigo.
Eu não posso.
Nunca poderei.
No fim sempre acabo ferido.
Morto...
E por mim mesmo.
Estou cansado.
Não vou mais me levantar.
Não faria sentido."

By - [Halos]

22 agosto 2010

Octogésimo.

Olhar Vazio.

"Sozinho.
Na dor incessante.
No mar escaldante.
No olhar congelante.
Sozinho.
Tornando-me insensível.
Andando sobre o plausível.
Chorando pelo tangível.
Sozinho.
É, estou sozinho.
Fiz da solidão meu ninho.
Fiz da tristeza meu vinho.
E do cruel, o meu caminho.
Sozinho.
O mundo deixou seu recado.
O palpável amor me foi dado.
E mesmo que eu saiba este brado.
Do riso gentil, fui recusado.
E assim sigo.
No ódio amigo.
E ao céu digo.
Sozinho."

By - [Halos]

21 agosto 2010

Septuagésimo Nono.

Decisão.

"Hoje descartei minha escolha.
Hoje descartei meu sorriso.
Joguei-o ao mar revolto sem pensar.
Não quero mais essa sina de morte.
Cansei de estar nessa cena de sangue.
Então pensei no meu real.
Senti a verdadeira necessidade de ser.
E sabem? Eu não achei algo.
Eu apenas vi o vórtice do desespero.
Então pensei em quebrar essa cortina.
Pensei em rasgar esse espelho.
Mas algo ainda me prende.
Algo ainda me mantém desperto aqui.
Por hora fico, mas decidi.
No momento em que nada me fizer.
No momento em que tudo me moldar.
Eu saio de cena.
E veja, o intervalo será eterno."

By - [Halos]

19 agosto 2010

Minuto...

E se foi...

17 agosto 2010

Septuagésimo Sétimo.

Brilho Distante.

"O doce deletério me distrai.
O mel da isca me atrai.
Estou indefeso a caminhar.
Sem conseguir constatar.
E o calor assassino chama.
E meu ser por ele clama.
Já não sei o que fazer.
Ou o que devo dizer.
Mas o incomum surpreende.
E meu olhar compreende.
Então fujo do insensível.
Querendo ser algo invisível.
Porém, essa dor me atinge.
E o imperfeito restringe.
Então, choroso me entrego.
E o peso da luta, carrego.
De longe, vejo teu véu.
E rindo, me entrego ao léu.
E sinto cair ao céu.
Mas o que restou, foi o fel."

By - [Halos]

16 agosto 2010

Septuagésimo Sexto.

Consequência.

"Hoje passei do temor pro inesquecível.
Mas o inesquecível traz de volta o querer.
E só quero repousar a cabeça no colo do destino.
Mas ele é inventado, não oferece conforto.
Então o frio invade o peito, expulsa o resto.
Mas eu espero pacientemente a rua chegar.
Pois quando chegar, eu encontro.
E quando encontrar, eu conquisto.
Mas se conquistar, apodreço.
E se apodrecer, perco.
Olha que sorriso bonito esse...
Dos dentes tortos e feios, do hálito fétido.
Que olhar lindo esse...
Da cor opaca e distante, do encanto morto.
Mas é só o que tenho a disposição.
Então me deixa seguir pelas linhas erradas.
Pois são as únicas que me existem agora.
Hoje passei do temor pro inesquecível.
Mas o inesquecível traz de volta o querer.
Então pode rir que estou longe...
Mas se chorar de mim, caio em perdição.
Então mantém o comum vai...
Mantém por mim, e deixa eu te levar."

By - [Halos]

Septuagésimo Quinto.

Passo Da Balsa.

"E agora o amanhã, cadê?
'Não tem.', diz-me o viajante cansado.
Mas pra onde ir, se não tem?
'Vai pro que é teu.', diz-me.
E ele vai indo, vai indo embora.
E eu quero segui-lo.
Mas nos mares por onde andei,
Não há mapa de salvação.
E agora longe até disso estou.
Preso na areia.
Que mal tem? Que mal tem?
'Escolhe tua sina e verá.', diz-me de longe.
Mas não sei viver.
'Então não queira amar.', diz-me.
E que farei agora?
E quando irei resolver?
'Quando não chover no molhado.', diz-me.
Mas e como secar o chão?
'Se não sabe, pára de chover.', diz-me.
Mas a chuva faz parte...
'Então já escolheu tua sina', diz-me.
E pra onde vai, viajante?
'Pro longínquo esquecer... Pro agradável lembrar.', diz-me.
E eu como fico?
Se agora não ando, como sorrir?
'É só responder a pergunta, garoto...', diz-me.
Qual delas viajante? Qual delas?
Ele sumiu... Não diz... Se foi.
Mas sei, agora sei.
E agora o amanhã, cadê?"

By - [Halos]

Septuagésimo Quarto.

Permissão.

"Ah! A vida...
E todo o ódio desmedido.
Ah! A vida...
E a tristeza enorme.
E a felicidade insuficiente.
Me faz querer chorar em riso.
Me faz querer gargalhar em pranto.
E o tempo oscila, ao acaso.
Mas não me deixa partir.
Não, não deixa.
E quero pegar sua mão e pular.
E caso afunde, eu pulo atrás e salvo.
E dou minha vida no lugar.
Porque ela não me acaricia a alma.
Tentei tomar do cálice,
Mas não me foi permitido.
E o ar ao redor sufocou.
Então desisto...
Mas se surgir, vou de novo.
Sei que vou.
E assim será o dia.
E assim será a vida.
Mas me explica, por favor...
Quando vai fenecer?
Quando irei merecer?
E toma o anel de teu querer.
Se é o que restou, devolvo de bom grado.
E que seja mais feliz.
Ah, vidinha vida...
Sua rima é errada. Sua piada é trágica.
Ah, vida vidinha...
Me deixa em paz pra seguir."

By - [Halos]

Septuagésimo Terceiro.

Fresta Da Janela.

"Na fresta da janela ele está.
Na fresta da janela, a observar.
Ele vê os carros correrem.
As pessoas seguirem.
Os dilemas mudarem.
Mas lá dentro, as horas não passam.
Para ele, o tempo não se move.
E portanto, ele apenas fica ali.
Na fresta da janela.
Procurando por sua amada.
Que ao lado dele não quis ficar.
Saudoso daquele perfume,
Ele se mantém ali.
Sem esperança alguma.
Com a dor lhe corroendo.
Com as lágrimas congeladas.
Contemplando sua querida.
Apenas ali.
Fingindo sorrir. Fingindo viver.
Apenas ali.
Na fresta da janela."

By - [Halos]

Septuagésimo Segundo

Felicidade E Tristeza.

"Felicidade.
É o que sinto quando a vejo.
Contemplo teu rosto gentil.
Teu lindo sorriso.
Teu carinhoso olhar.
Os cachos de teus cabelos.
Meu coração acelera.
Sinto como se não houvesse chão.
Porém, não preciso de um.
Não perto dela.
E sinto vontade de abraçá-la...
Tristeza.
É o que sinto quando a vejo.
Pois me lembro de teu toque suave.
Tua pele delicada.
Teus lábios quentes.
Sinto saudade de estar assim.
Mas não posso. Não mais.
Pois ela não me quer.
Talvez nunca queira.
E isso dói.
Dói muito mais do que imaginei.
Mas finjo que não.
Finjo que estou sempre sorrindo.
Ela não precisa saber.
Ela não precisa chorar."

By - [Halos]

15 agosto 2010

Septuagésimo Primeiro.

Rosa.

"E a rosa ali permanece.
Sem vaso para apoiá-la.
Sem terra para aquecê-la.
Mas ali continua.
Ela mantém a essência.
Ainda inspira o poeta.
Ainda fascina a beleza.
Mas ela não quer seguir.
Seu perfume atrae.
E a cor quente inebria.
Mas ela fica. Insiste em ficar.
Porém, o tempo lhe traiu.
A juventude se foi.
As dores se mantiveram.
E agora ela está sozinha.
O espinho do caule a envolveu.
E no chão frio ela caiu.
Mas não há mão amiga.
E assim vive a rosa.
As pétalas enegreceram.
O perfume divino, apodreceu.
Das glórias, só restou o passado.
E o sorriso de sua alma é triste.
E a consciência ensandeceu.
Se pudesse chorar, choraria.
Mas a rosa é antiga, já não sente.
E portanto, ali continua.
E inerte, ali permanece."

By - [Halos]

13 agosto 2010

Septuagésimo.

Divina Compaixão.

"E ele segue seu estigma.
No inverso e transitório feixe de sua própria escuridão.
Passo a passo, em seu querer indubitável.
O reflexo do eterno emergindo...
A sinceridade sufoca os demônios inesquecíveis.
E o inédito imaginário entorpece a consciência.
Porém, ele segue entre os espinhos...
O veneno tem gosto de ouro, adocicado como rosa.
Brindar dele é angelical. Mais que isso, bestial.
E a visão escurece, esclarece as questões.
O prazer desmedido transcende a dor.
A dualidade se mostra impiedosa e irredutível.
Como o olhar choroso, alegre de seu céu.
Mas ele mantém o fado, segue o dilema.
Maltratando as curvas sinuosas e provocantes da estrada.
E o aroma o seduz, traduzindo a beleza,
Entoando os cantos de sua alma.
Porém, seu âmago já não é mais tranquilo.
E o amor que o desfez, desmantelou.
Mas a expectativa da aurora surge, avassaladora.
E sorrir em melancolia é inevitável.
Assim ele segue, marcado pela sombra distante.
Enegrecido pelo pecado da perfídia.
O amedrontado aventureiro.
O corajoso fujão."

By - [Halos]

11 agosto 2010

Outro Longo Dia...

Eu não gosto das coisas...
Do jeito que tudo está caminhando...
Mas não consigo fazer outra coisa.
Não consigo e não quero.
Eu não conseguiria mesmo que pudesse.
Só faço pensar.
De novo.
E de novo, e de novo.
Não consigo parar...
Isso está acabando comigo.
Com certeza estou acabado no momento.
E não poderia ser diferente...
Mas estou exaurido demais.
Não consigo levantar...

10 agosto 2010

Outro Dia Ruim

Hoje o dia está muito ruim...
Não tem nada pra fazer. Mas tem muito em que pensar.
Isso não é lá muito bom considerando que sou pessimista...
Mas hoje eu só queria estar longe disso tudo.
Eu realmente não me sinto bem dentro dessa casa.

Ultimamente tenho estado muito desanimado com as coisas...
Eu não queria estar aqui. Queria estar com ela...
Perto dela, só conversando, jogando alguma coisa no Play2 na casa dela.
Não sei, poderia ser qualquer coisa, desde que fosse com ela.
Mas eu estou longe dela.
Isso é um verdadeiro porre, porque eu não quero ficar aqui.
Me faz sentir completamente impotente de minhas próprias escolhas...
É algo que simplesmente não consigo controlar.
E sinceramente gostaria de poder dizer isso à ela.
Mas sei o mal que isso causaria, aliás, eu já causei distúrbios demais.
Para mim e principalmente para ela...
Não posso sair falando o que bem entendo para alguém tão importante.
Não sem pensar antes, não sem medir as consequências.
Porque não quero deixá-la triste... Não mais.
Eu já a deixei mal por tempo suficiente... Não quero ser a causa de novo.
Ela é uma boa pessoa, não merece isso.
E por isso eu finjo que está tudo bem perto dela.
Por isso eu deixo as coisas como estão sem questionar...
Mas eu consigo ver que a pior parte dela sou eu.
Eu tenho noção de que não deveria ter dito nada à ela...
Porque veja como as coisas terminaram...
Eu a fiz sofrer, ainda que ela seja gentil e diga que não.
Mas eu vejo a verdade...
Eu causei dor, causei descontentamento.
Eu acabei fazendo o que prometi a mim mesmo que não faria.
Trouxe mágoa, trouxe problemas para ela.
Eu tenho esse efeito sobre as pessoas de quem eu gosto. Não posso evitar.
Só queria que as coisas tivessem dado certo.
Só queria que a Borboleta gostasse de mim...

This Is How I Disappear

E sem você é como eu desapareço,
E vivo minha vida sozinho
Para sempre agora.
E sem você é como eu desapareço,
E vivo minha vida sozinho
Para sempre agora.

Você pode me ouvir chorando por você?
Palavras que eu pensava que me engasgariam.
Entenda...
Não estou realmente mais com você tanto assim.
Sou só um fantasma.
Então não posso mais te machucar...

Sexagésimo Sexto.

Inevitável Querer.

"A noite está fria.
Estou sozinho a caminhar pelo mutável.
Não sei dizer porque estou aqui.
Mas agora ela está também.
E estou a contemplar sua beleza.
Ela voa, dispersa em seu amar.
Apenas sigo-a com o olhar,
Completamente estupefado em silêncio.
Ela ilumina a noite de forma graciosa.
Aquece o ambiente,
Fascina o inevitável.
Suas cores se misturam,
Criam luzes diversas que marcam o céu.
Suas asas descrevem curvas densas no ar.
O destino é misterioso em sua escolha final...
E neste momento só faço apreciar.
Pois me é diferente em tudo.
Não quero sair de perto dela.
De seu calor gentil,
De seu perfume agradável.
Mas não consigo alcança-la, senti-la.
Ainda que eu esteja diante da cena mais linda,
Ainda que suas luzes e cores iluminem a noite,
Ainda que esta Borboleta esteja ao meu lado,
Ela não está comigo.
Ela não me percebe.
Tudo que posso fazer é admirar...
E sem escolha alguma, lamentar."

By - [Halos]

Expectativa...

Não adianta, eu vou voltar.
Eu sei que vou.
Não há nada que possamos fazer.
Porque eu te disse,
Se você quiser eu vou,
Mas eu vou voltar novamente.
Só espero não perder nada.
Mas isso eu não posso pedir.
No máximo, posso torcer...

"So give me all your poison
And give me all your pills
And give me all your hopeless hearts
And make me ill
You're running after something
That you'll never kill
If this is what you want
Then fire at will"

Sexagésimo Quarto.

Fim.

"Acabou.
Nesta noite fria...
Simplesmente acabou.
E eu não sei o que fazer.
Eu tentei ser alguém bom.
Tentei ser melhor.
Mas não consegui...
Eu a afastei.
Sou pior do que esperava.
Sou incompleto.
Sou incapaz.
Sou fraco...
Não sei porque tentei me enganar.
Não sei porque pensei que daria certo.
Não sou merecedor disso.
Nem da simpatia dela...
Eu não a quero longe.
Mas como ficarei perto dela agora?
Como olharei nos olhos dela?
Como se não sou digno disso?
Eu não sei...
Mas sei que acabou.
E que sinto uma dor imensurável.
Eu sou uma pessoa ruim...
Devo ser.
Mas ainda assim, isso me rasgou em dois.
Não pensei que choraria.
Não pensei que doeria tanto.
Mas chorei.
E a dor me cegou.
Acabou.
E não quero mais continuar.
Não quero seguir.
Parei."

By - [Halos]

Poxa...

Eu não sei o que fazer agora.
Eu só queria arrumar as coisas.
Mas não será possível.
Pois sou alguém que não entende...
E não vou arrumar nada.
Sei que não.
Mas como isso dói...
Queria que parasse,
Ao menos um pouco.
Queria uma anestesia,
Ao menos por hoje...

09 agosto 2010

Sexagésimo Segundo.

Vá.

"Eu não sou bom...
Nunca fui... Não o suficiente.
Não para você.
Então porque isso?
Eu não sei viver...
E nunca soube amar...
Eu sempre estraguei tudo.
Incontáveis vezes.
Então como isso?
Não sei explicar.
Mas eu não mereço.
Nunca mereci.
E apesar de tudo...
Mesmo depois de ser o que sou...
Como você pode chorar por mim?
Como você pode sorrir para mim?
Me deixe aqui.
Eu não quero, mas é melhor.
Porque eu não me sinto bem com isso.
Eu a farei sofrer.
Como já fiz antes...
Como irei fazer novamente.
Se afaste de mim.
E assim quem sabe...
Sua vida possa melhorar."

By - [Halos]

06 agosto 2010

Fim.

Não foi possivel.
Eu tentei, como disse que tentaria...
Mas não foi possivel...
Eu estraguei as coisas... De novo.
Não tenho muito o que dizer.
Apenas que o meu melhor não foi o bastante...
Eu fui fraco outra vez.
E agora...
Agora tudo acabou.
Só não imaginei que doeria tanto...

Sexagésimo.

Um Brinde...

"Às vezes eu vejo chamas.
E às vezes eu vejo gente que eu amo morrendo.
E eu sempre...
Nunca... consigo evitar.
Não consigo evitar que aconteça.
Porque eu me sinto fraco e não sou diferente.
E todos eles parecem ir embora...
Sem sequer olhar para trás...
E é como se alguém apertasse minha garganta...
Comprimindo e sufocando e...
Eu apenas não sei o que fazer.
Nem como andar nestes destroços...
Porém, eu quero me juntar à eles.
Eu realmente quero.
Mas sou apenas um homem...
Apenas um garoto que não sabe viver.
Não sou um herói.
Não acho que poderia ser...
E ainda que fosse...
Mesmo os heróis sabem quando ficar assustados.
Acabou... É sempre o fim."

By - [Halos]

05 agosto 2010

Situação Delicada...

É difícil lidar com isso...
Com estes sentimentos.
Eu não consigo me controlar...
Mas eu tento.
Eu realmente tento ao máximo.
Mas não dá.
Eu não consigo...
Eu realmente me sinto desanimado com isso.
Quero dizer, eu gostaria de poder dizer as coisas.
De poder estabelecer isso...
Mas não posso...
Não quando acaba causando estranheza.
Se fosse em outro qualquer tudo bem.
Mas não é...
É alguém importante demais.

Então não posso.
Mas eu realmente me sinto diferente...
O que eu posso fazer, poxa?
Mas agora tenho que ser mais paciente.
Ter mais cautela...
Não estragar tudo...
Espero que eu consiga.
Caso contrário não me perdoarei. Ao menos não tão cedo.

Quinquagésimo Oitavo.

15, 16, Só Um Pouco.

"Hora.
Outra hora.
E outra.
Hora eterna.
Hora maldita.
Ontem.
Hoje.
Amanhã.
E ai?
E depois?
Depois nada.
Depois tudo.
Só depois.
Só agora.
Manhã, tarde e noite.
Porém, ainda hoje.
E o errado.
E o correto.
E a confusão.
E não acaba.
E não finda.
E a solidão.
Frio e calor.
Outra noite.
Outro dia.
E ainda o mesmo.
Ainda o clamor.
Ainda a distância."

By - [Halos]

Realidade É Foda...

"Well it rains and it pours
When you're out on your own
I'm drunk, I suppose
If it looks like I'm laughing I'm really just asking to leave
You're the one that I need
I'm the one that you loathe
So why don't you blow me a kiss before she goes?

Give me a shot to remember
And you can take all the pain away from me
A kiss and I will surrender
The sharpest lives are the deadliest to lead
A light to burn all the empires
So bright the sun is ashamed to rise and be
In love with all of these vampires
So you can leave like the sane abandoned me"

Eu só queria ser melhor...
Mas não sou.

Quinquagésimo Sexto.

Hora Indelével.

"Não quero estar aqui.
Não quero esta casa.
Não quero este tempo.
Não quero esta vida.
Não quero estes dias.
Não quero estas horas.
Não quero este mundo.
Não quero fingir.
Não quero olhar.
Não quero seguir.
Não quero voltar.
Não quero sorrir.
Não quero chorar.
Não quero viver.
Não quero morrer.
Só quero sentir.
Só quero amar.
Mas não é possível.
Ao menos não hoje.
Então fico assim.
Deixo o léu me levar.
Deixo a dor me afogar.
Deixo o céu me matar.
Então fico assim.
Impotente em fatalidade.
Cobiçoso de outra idade.
Estagnado em desejo.
Cego em incapacidade."

By - [Halos]

Não Sei...

Sabe... Eu realmente estraguei as coisas.
Minha intenção era boa... De verdade.
Mas veja no que deu...
Agora eu estou no escuro.
Completamente cego, tateando o nada.
Procurando um sinal...
Agora não sei de mais nada.
Só sei que isso ainda existe... Ao menos isso eu sei.
Mas não sei o que fazer.
Assustei o meu único conforto.
E agora estou inseguro...
Não sei o que fazer... Nem quando fazer.
Estou com medo.
Medo de afastar mais, medo de estragar.
Apesar que isso eu já estou fazendo...
Mesmo que sem querer.
De qualquer forma eu estou com muito medo.
Assustado com o perder.
E esse é o problema...
Eu não deveria agir assim.
Porque isso foi a causa de tudo.
Isso e meu necessitar completamente desmedido.

Hoje estou triste...

Tenso...

Eu realmente não entendo das coisas.
Eu sempre estrago tudo.
Sempre faço merda.
E o pior é que é sempre mesmo...
Eu não consigo fazer as coisas certas.
Putz, é foda... Eu tento de verdade.
Mas não dá po...
E sempre estrago.
Mais uma vez eu fodi com a porra toda...
Assustei quem não deveria.
E eu sei que ferrou um pouco.
Tenso...

04 agosto 2010

Desabafo ² ...

Hoje foi um dia ruim...
Não tinha nada pra fazer.
Hoje estou um caco.
Como uma garrafa de whisky quebrada no chão frio...
Estou entorpecido da maldita realidade.
Apenas um cara com a barba por fazer e o cabelo bagunçado...
Completamente estagnado na merda.
Continua chovendo lá fora, minha visão está embaçada.
Sou um desperdício de tempo...
Sempre acabo fodendo com tudo.
Mesmo quando a intenção é boa eu ferro com as coisas.
Estou fazendo tudo errado.
Isso soa patético, mas é só o que consigo...
Sequer há expectativas sobre mim.
Tudo que tenho agora é o conformimso.
Que merda... Eu errei o caminho...
Mas agora não tem como voltar.
E a partir daqui só vai piorar... Sei disso.
Talvez eu mereça todo esse lixo.
Talvez não...
Mas estou cansado dessa embriaguez permanente.
Pro inferno com a auto-piedade...
Com as boas maneiras e com os sorrisos.
Porque hoje realmente foi um dia ruim...

Perfume...

"Tonight I'm tangled in my blanket of clouds
Dreaming aloud
Things just won't do without you, matter of fact
I'm on your back
If you'd accept surrender, I'll give up some more
Weren't you adored?
I cannot be without you, matter of fact
I'm on your back
If you walk out on me, I'm walking after you"

Minha querida Borboleta...
I'm on your back...

Quinquagésimo Primeiro

Mudança Drástica.

"O dia estava bom.
Eu estava feliz.
Meu mundo estava bem.
Tudo era suportável.
Então você foi embora.
Você teve de ir...
E o dia piorou.
Fiquei de mal humor.
O frio se acentuou.
O desânimo surgiu.
O céu nublou.
A raiva cresceu.
O tédio também.
Meu mundo ficou vazio.
Ao menos por hora.
Eu estou sozinho...
Ao menos no momento.
E agora estou aqui.
Semblante fechado.
Ânimo drenado.
Como uma criança manhosa.
Como um garoto emburrado.
Completamente irritado.
O dia piorou muito...
Apenas por você não estar aqui."

By - [Halos]