29 maio 2015
Tá Foda...
Tô cansado de sonhar com as pessoas que amo mortas, com elas me puxando pro fundo do mar escuro com garras podres e afiadas no lugar de mãos. Aliás, tô cansado de sonhar com cadáveres, quedas, suicídio, homicídio, demônios, aranhas gigantes, lobos sanguinários, serpentes... Puta que pariu, tô cansado desses pesadelos de merda, quero voltar a gostar de dormir. Já nem sei mais quando foi que isso começou, só sei que até agora não parou e eu só durmo porque se não dormir não me aguento em pé. Nem dormir em paz eu consigo, sério, isso é muita sacanagem da vida. Tô reclamando sem poesia nenhuma, tô de saco cheio desses lugares sombrios que a minha mente cria. Eu tive uma infância feliz, a adolescência foi uma bosta, mas nunca tive traumas irreparáveis nem nada do tipo. Não sei porque agora, depois de grande, eu tô com essa putaria de ter pesadelo direto. Acordar banhado em suor, ou gritando, achar que tô caindo, me afogando, queimando vivo... Sinceramente, vai se foder, inconsciente.
27 maio 2015
É O Diabo.
Quando é bem tarde
E a saudade invade.
Parece clichê,
Não tenho nada.
Por toda cidade
Me procuro e não acho.
Pergunto pra Deus,
Quem responde é o Diabo.
No meu contrato
Eu vendo a minha alma.
Chego no espelho,
Não vejo nada.
Por toda a cidade
Me procuro e não acho.
Pergunto pra Deus,
Quem responde é o Diabo.
Eu imagino,
Sigo pistas falsas.
Não tenho nada
Mas eu disfarço.
Por toda cidade
Me procuro e não acho.
Pergunto pra Deus,
Quem responde é o Diabo.
E a saudade invade.
Parece clichê,
Não tenho nada.
Por toda cidade
Me procuro e não acho.
Pergunto pra Deus,
Quem responde é o Diabo.
No meu contrato
Eu vendo a minha alma.
Chego no espelho,
Não vejo nada.
Por toda a cidade
Me procuro e não acho.
Pergunto pra Deus,
Quem responde é o Diabo.
Eu imagino,
Sigo pistas falsas.
Não tenho nada
Mas eu disfarço.
Por toda cidade
Me procuro e não acho.
Pergunto pra Deus,
Quem responde é o Diabo.
Só.
Só, eu vou sempre só.
O que me fez ser assim?
Quem poderá saber?
Só, por que eu sou tão só?
Vê, tudo é tão blasé.
Dói e é o que eu digo só.
Diz, eu quero saber.
Quem pode ser tão só?
.
.
Skylab
O que me fez ser assim?
Quem poderá saber?
Só, por que eu sou tão só?
Vê, tudo é tão blasé.
Dói e é o que eu digo só.
Diz, eu quero saber.
Quem pode ser tão só?
.
.
Skylab
25 maio 2015
Não Vai Acontecer.
Você é deslumbrante. Como um dia de sol ameno, o cumprimento de um
céu azul, e o sopro suave do vento. É harmoniosa. Como um acorde de
violão, detalhes que somados formam a complexidade e leveza de uma
melodia inesquecível. Quero proteger seu sorriso pálido. Penso em nós
dois, ao som da melodia, de mãos dadas, caminhando sem pressa, folhas de
Outono a nos rodear. Sentados ao entardecer...
18 maio 2015
Tarde De Outono.
Naquela tarde de Outono, você foi minha. Nos abraçamos e eu pude sentir o perfume de sua pele, pude fechar meus olhos e sentir o calor de seu corpo contra o meu, naquele abraço tão sincero e aconchegante. Mal consegui disfarçar a urgência em ficar perto de você, o desejo de poder segurar suas mãos tão delicadas sem maiores preocupações. A tarde lentamente tornava-se noite, e tudo estava confortável, porque ao seu lado tudo é mais leve. Ouvimos músicas, conversamos, demos risada juntos. Nos beijamos e durante esse beijo esqueci das paredes ao redor. Eu finalmente sentia seus lábios belos e macios contra os meus, e naqueles instantes o mundo parou. A tarde já se tornara noite e você ainda era minha, e eu podia realmente ser honesto. As horas passaram, e apesar de eu querer prolongar esse momento, você teve que ir embora, mas jamais vou me esquecer de como encarei seus olhos amendoados antes de nossos lábios se tocarem, e de como tudo pôde se resumir a sua presença. Ainda contemplo esse momento em minhas madrugadas, em cada foto sua, sempre que ouço sua voz, em cada pequeno detalhe imprevisível e deslumbrante do que é sua beleza, do que é estar perto de você.
17 maio 2015
Frustrações.
Palavras não ditas ficaram amargas ao serem negadas, e agora pesam dentro do peito, veneno criado por minha própria precaução. O destino está esperando a queda. Agindo silenciosamente nas sombras de meus pensamentos inóspitos e traiçoeiros. É denso, pesado. Parece que estou dentro do mar em pleno ar. Estou lentamente me perdendo nas vertentes de meus próprios sentimentos. Não pude admitir, mas talvez eu já não saiba o caminho de volta. Agora eu sei... O que tenho na palma da minha mão, é o tal coração, mas de qualquer forma eu nunca pretendi pertencer a nada disso. Nunca mesmo. Já conheço os passos dessa estrada. Sei que não vai dar em nada...
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