18 novembro 2011

Ilusão...

A manhã está bonita. Difícil de descrever.
Sinto o cheiro da grama, e o ar fresco diurno enche meus pulmões.
Gosto de sentar na varanda, as tabuas de madeira rangendo sob meu corpo.
Vejo-a já ao longe, perto da cerejeira, olhando as pétalas rosas.
É impossível não sorrir ao vê-la.
Os cabelos castanhos refulgindo ao vento gentil.
O olhar é quente, e transmite um amor incalculável. Sinto o calor.
Agradável. Aconchegante. Esse calor, semelhante ao que sentimos de repente ao colocarmos a mão onde bate o sol...
É igual ao calor que se esvae dela como algo infinito.
Uma pétala da cerejeira cai lentamente, e ela a pega cuidadosamente.
Sorrindo com o feito, olha para trás e percebe minha presença.
Sorrio em resposta ao vê-la correndo em minha direção.
Céus, ela é maravilhosa...
Os cabelos dançam aos seus passos.
Mesmo em sua alegria pura ela corre de maneira graciosa.
Abro os braços e deixo ela jogar seu peso sobre mim.
Ela me beija carinhosamente. Eu retribuo como se fosse o primeiro beijo.
Sentamos, e ela me mostra a pétala, orgulhosa como uma criança que fez algo difícil.
O vento traz seu perfume e me inebria lentamente.
Ela deita a cabeça sobre meu colo, e coloca a pétala em sua testa.
Mostra a língua e faz careta, apontando para a pétala.
Dou um beijo em sua testa e acaricio seu rosto.
A manhã está realmente bonita.
Não... Está perfeita. Simples e perfeita. Como ela.
Nada poderia dar errado.
Ao lado dela eu sei que sempre serei feliz.
Ela é minha pétala de cerejeira. Eu a amo.

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