O amor. Simplório e austero, sincero e teatral; tão cruel e delicado, sempre fazendo o novo sentir-se sábio e o antigo sentir-se como um tolo. Abrangente e egoísta, é de uma quietude impressionante e ainda assim grita aos quatro ventos seu querer de boa sorte e união.
O amor. Que exaure e revigora, que atrai e ignora, que traz e leva a dor embora. Sempre o mesmo, mas tão desconhecido, com ares de dom maldito, a eterna salvação, o pecado, a perdição. Desejado e odiado na mesma medida, ele é a resposta e a dúvida do olhar. É o toque, é o sorriso, é o sonhar. É a vitória, a derrota, o jogo de azar.
Ah, o amor... É tudo que tentamos mas não sabemos explicar, traz o medo e a euforia, o calor e a apatia, a vontade do passado, o vislumbre do futuro. É o ter, o ser e o pertencer ao mesmo tempo, mas transforma sem pudor caso esteja desatento.
Amor; ardor e fulgor, tão belo e esbelto, tão mau e esperto, impressiona e destrói, estilhaça e constrói. Ah, amor, como concebê-lo? Como de uma vez por todas entendê-lo?
Nenhum comentário:
Postar um comentário