Eu fui tentar lutar, e veja o que aconteceu... Fui brincar de aceitar, e no fim fui eu quem perdeu. Seria mais sensato aceitar que eu não sei lidar, seria mais verdadeiro. Mas eu sempre tento mudar minha essência, afastar a carência, ocultar o que eu sei que sou eu. Não dá. Eu tenho que aprender a usar pretérito no pretérito, do jeito que as coisas são, feias e sem rimas. Mas eu insisto em dar o toque de beleza por palavras no drama que deveria ser mudo. Isso é absurdo.
Jamais imaginei que as curvas da estrada seriam tão traiçoeiras e escorregadias, tão faceiras e vazias, igual o resto do timbre de minha voz, que um dia já foi ensaio de poema. Hoje em dia só sobrou o meu olhar que não consegue esconder nada, e o peso dentro do peito, que eu sei, só vai cessar quando eu aprender que não dá pra brincar, fingir, e vencer. Parei de rimar, já é um bom começo. Com sorte passo por mais essa curva perto do abismo.
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