22 janeiro 2015

Minha Mais Bela Mentira.

Era inegável que ela fosse encantadora em todos os aspectos, era inegável que cada riso, cada olhar, até mesmo cada respiração dela fossem um tipo de alívio ao caos que cada um tem dentro de si. O modo como seu cabelo podia dizer tanto sobre sua personalidade, e o jeito que cada gesto podia ser confundido com a melodia de uma música preferida... Tudo aquilo era raro, belo, confortável. Ela é a descrição da beleza em sua própria maneira, não um padrão, mas sim a leveza e individualidade quase teatral de uma orquestra. E tudo na simples fração de segundo de um toque. Uma impressão rápida e lenta ao mesmo tempo, como pisar em falso. É isso, ela podia se contradizer e se completar sem necessidade de ensaio, ela é indecifrável, indefinível, e ainda assim clichê. Ela é, assim como a vida, a consequência de um dom que se expressa em cada momento inesquecível. Mistura entre real e irreal, som que se torna tangível, cor que se torna palpável. Ela é a obra de arte mais prodigiosa a ser delicadamente admirada.

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