17 março 2015

Céu Estrelado.

Todos os dias ele sorri timidamente pra todos que lhe são queridos. Estes são poucos, mas não importa. Todos os dias ele compartilha esse ritual agradável, mesmo que seja apenas com duas ou três pessoas. Ele passa horas trabalhando, assim como todo mundo, e ao final do dia vai vier sua própria vida. Ele sorri timidamente e age como alguém reservado. Ele, logo ele...

Ele finge. Ele não ama nenhuma dessas poucas pessoas, ele não sorri de verdade. Ele vive em uma espiral de vazio absoluto, numa dimensão própria, onde pra não ser invadido precisa se adequar; e ele o faz. Não há amor, às vezes não há sequer melancolia, mas o vazio sempre estará ali, como uma cláusula contratual entre chefe e empregado. Ele sabe que jamais haverá outra forma de viver que não essa, e ao notar, não sorri.

- O preço do meu contrato eu pago diariamente. E sempre irei pagar.

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