Minhas mãos tremem e não sei como posso evitar. Já não consigo distinguir as coisas, ou ficar livre de tudo que me aflige. Por favor, se este sonho morreu, apenas me deixe levar os dias como acredito ser melhor.
Eu queria que tudo entre nós tivesse durado mais.
Queria dizer que te amo, que preciso de você, mas as coisas nem sempre tomam o rumo que desejamos.
Você foi minha única luz em muito tempo, um espasmo de esperança. Eu acreditei em nós dois. Mas é preciso escolher entre a verdade e a felicidade, e mesmo aceitando viver em minha mentira, fui trazido aos braços gélidos e pegajosos dos fatos. Bem, pior para mim.
Mas eu gostaria que você tivesse visto os pensamentos na cor dos meus olhos, que tivesse escutado os pensamentos entre os meus lábios, que tivesse sentido cada um deles em meu coração.
Te ver partir enquanto todas as estradas levavam de volta à você foi o mais cruel. E naquela tarde de outono minha vida foi levada embora de mim. Mas apesar de te odiar, eu sempre te amei, e naquele jardim de borboletas mortas e flores murchas eu fiquei. Não consegui abandoná-lo, deixá-lo no meu passado. E isso me custou uma ferida eternamente viva.
E mesmo ali eu comecei a mudar, mas nunca me senti o mesmo, pois foi mais do que eu pude suportar. A ruína que criei alimentou minhas ilusões, e nunca me libertei do seu perfume.
Você se tornou parte de mim, e dos erros que eu cometi.
Mas não se preocupe, eu não chorei novamente, eu não tentei novamente. Sei que não é o suficiente. Nunca é.
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