Mais uma noite difícil de dormir. O bom senso me diz que beber não vai ajudar, mas desconsidero isso vertiginosamente enquanto deixo o uísque descer vagarosamente pela garganta. Saio à porta e sento-me friamente, o semblante fechado.
A lua está magnífica, me pergunto quando foi que me tornei este homem tão sinceramente estagnado. Enquanto não encontro resposta o vento sopra e fecho meus olhos para apreciar melhor a sensação. É como mágica ou algo semelhante, meu corpo se arrepia enquanto inspiro longamente o que sei por definição ser o cheiro da maciez de sua pele tão sensível embora também saiba ser impossível.
Outro gole, abro os olhos marejados e ao encarar as nuvens noturnas vejo teu rosto e o semblante de paz que ele carrega. A sensação de solidão aumenta, é horrível não te ter ao meu lado. Tudo lembra você de alguma forma, talvez seja outra artimanha da distância, outro efeito colateral da saudade e das lembranças.
Deixo o copo sobre a pia e me deito cansadamente. Não sei o que é, nem porque você permanece dentro de mim, mas sei que vou conseguir descobrir, tempo longe de você para pensar e não dormir com certeza não faltará.
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