E quando eu olho você
Vejo apenas uma criança com olhos vermelhos,
Vermelhos como sangue.
Vejo apenas incompreensão, confusão e dor.
Mas também despreparo,
Falta de vivência, de aceitação.
E com olhos enegrecidos eu te vejo.
Eu te vejo erguer a mão
Exibindo o coração como se fosse preciso.
Externando uma dor desnecessária.
Exatamente como uma criança faria,
Ou como um adulto cansado.
E diante de você não sei o que sou
Só sei o que fiz
E o que vou fazer.
E mostro meus dentes amarelos,
Tingidos pelo café de outras insônias,
Pra você ver que não é tão difícil.
Que basta pisar firme no chão e inspirar.
Que é só questão de confiar
De perder aquele medo primitivo que temos,
De tropeçar e ralar as palmas das mãos.
Porque no medo ficamos
E o desespero é que leva à queda.
Mas quando olho você
Eu vejo alguém tão longe,
Tão inalcançável quanto asas de sonhos.
Hora de por as mãos nos bolsos
De virar as costas e caminhar.
Deixando o som dos sapatos ecoando
Quase que eternamente,
Num tipo de vórtice inexplicável.
Mas você ainda exibe o coração irregular...
Por favor, guarde isso.
Mas você não escuta mais minha voz.
Como uma criança levada faria
Ou como um adulto teimoso.
Interessante ver como você coloca as suas palavras. Foi muito legal poder conversar pessoalmente contigo. Grande abraço.
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