Sonho.
Queria pular de algum lugar bem alto. Tão alto que fosse só eu e o vento, que as lembranças fossem varridas como um simples devaneio. Tão alto que o resto silenciasse e apenas o assobio do vento me lembrasse de minha existência. E acelerando, minha consciência se fundiria com as cores, os sentidos e os sentimentos, e eu saberia que não iria mais voltar. Só eu e o vento, os braços abertos, um pássaro incapaz de voar, a queda iminente, e finalmente eu experimentaria aquela sensação pura... Aquela sensação de paz.
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