11 junho 2013

Das Coisas Que Entendi Depois Do Ponto.

Eu não queria olhar mais uma vez, eu não queria. Não aguentei sair de cena sem um último vislumbre, mas ao notar eu percebi, que não queria novamente precisar ver tudo aquilo que um dia foi denominado nosso. Nosso tempo, nosso amor, nosso domínio. Eu fingi não me importar e andei por cada curva, e abracei cada ruga, sarda, marca de expressão daquilo que um dia achei ser um romance incalculável e imprevisível. Previsível. Mas ao longo das linhas saí dos trilhos e percebi que a fotografia do sorriso e das mãos dadas desbotara, e algo assim não há como restaurar, por mais que se tente e se perdoe, por mais que se evolua, por mais que se enalteça em nossas mentes como a luz de um farol na escuridão a capacidade de recomeçar, torna-se incurável o mal dentro do peito, e o peso das escolhas já se encontra insuportável demais a ponto de fazer o perfume apodrecer. E é antes desse ponto que se deve perceber, não dá mais, é hora de partir. Pra que não se perca o mínimo restante, pra que não se esqueça o último instante, pra que você possa olhar pra trás e sorrir ao se lembrar, por mais que doa no princípio, como o espinho do caule a perfurar a carne, serve pra ensinar que a cautela e o tato estão aí para serem aprendidos e usados, e que se ignorados podem transformar o que quer que seja em algo inimaginável. Difícil de lidar. Impossível de aceitar.

Pra variar, aprendi tarde demais.

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