28 junho 2013

Reflexão.

Era tudo muito novo, tanto eu como tudo ao meu redor. Era difícil manter-me no mesmo lugar por algum período de tempo. Eu tinha tanto pra dizer, pra escrever, pra querer, pra mostrar. Era inimaginável só de imaginar. Mas caí algumas vezes num percurso até que fácil, até que curto, e nas gotas vermelhas de alguns arranhões notei que eu sempre tive medo do confronto, e com algumas horas de experiência, descobri também ter medo do novo. Logo eu, que queria abraçar o mundo todo de uma vez, resolvi que era melhor abraçar só até o que as pontas dos meus dedos alcançassem. Passaram alguns anos, eu ainda sou muito novo, ainda é tudo muito novo, ainda sei muito pouco. As amizades escolho melhor, creio eu. Os sentimentos separo melhor, creio eu. Mas isso não muda o que sou, é tudo distração. A vontade de surpreender vem passando de uma forma que eu não poderia explicar, embora não pareça que vai acabar. De qualquer forma, hoje em dia eu só observo ao caminhar, tento manter as ideias no lugar, e deixo as mãos nos bolsos, e finjo estar à toa. Até tenho qualidades, sei que sou um bom amigo, mas isso não quer dizer que eu seja uma boa pessoa.

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