29 abril 2015

3 De Dezembro.

Às vezes, no silêncio das madrugadas, ouvia o mundo. Os fios de alta tensão, os eletrodomésticos desligados, os passos vacilantes de alguém chegando da festa, o som compassado da respiração de cada um que estava dormindo. Ouvia tudo em um certo desespero, vozes eletrônicas desconexas em sua cabeça, enquanto encarava o teto no escuro, quase num tipo de cegueira. Que a manhã chegasse logo. Todo aquele som o ensurdecia.

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