02 abril 2015
Permanente.
Às vezes me sinto claustrofóbico. Algumas coisas parecem apenas não encaixar, lacunas deixadas para a transição de lembranças incômodas demais, incômodas a ponto de eu racionalmente negar que existem sem sequer piscar. Pesadelos, corações partidos, dúvidas e listas invisíveis com nomes a culpar, tudo dentro de mim, correndo como um veneno por minhas veias já maculadas o suficiente. Às vezes respirar torna tudo mais pesado do que pareço conseguir suportar, e é quase como uma sensação física. É assim que sabemos quando devemos colocar nossas próprias medidas de precaução em desconfiança? É assim que percebemos os erros cometidos? É analisando tudo isso que se descobre uma maneira de não cometê-los? Ou isso tudo é apenas outra medida de precaução que nos faz perder tempo e que logo cairá em descrédito também? O conceito de evolução parece não se aplicar da forma correta em nenhum de nós, mas principalmente em mim. Nunca sei dizer se estou me tornando alguém mais eficiente, ou se estou apenas perdido em minhas visões pessoais de moralidade e culpa. A falta de lógica em meu reflexo me incomoda, mas por enquanto tudo que sei fazer é disfarçar, fazer parecer lógico. Talvez essa seja a grande permanência no comportamento humano: disfarce, encenação. De alguma forma eu sinto que preciso me esconder, então eu o faço. De certa forma, é isso que garante a minha sobrevivência. É, como a vida, inevitável. É, como a morte, permanente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário