29 outubro 2015
Sangue Morto.
A vida é burocrática, triste e desinteressante, e as pessoas me cativam cada vez menos, embora eu finja que não. Não posso dizer que não sou culpado, mas é impossível aceitar todo esse peso dentro do peito sozinho, mas é assim que termino, sozinho. Sinto como se eu fosse um grande fracasso da natureza e não pudesse fazer nada pra mudar isso. Me repito muito nas palavras ultimamente, cada vez mais escrevo somente sobre todas essas cicatrizes, todo o peso que sei, terei de carregar até o fim da vida, e talvez até depois dela. Não há como descrever com precisão, mas eu sei que estou caindo cada vez mais fundo nesse lago maldito. A água negra invade meus pulmões como um veneno, sangue morto, necrosado. Tão gelada e cruel quanto meu fim apoteótico. Eu sou apenas um insignificante tentando lutar contra um grande peso. É claustrofóbico.
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