15 janeiro 2021

Das coisas percebo só às vezes.

Às vezes eu sinto que queria me sentar em frente ao computador e simplesmente escrever por horas, e dias, e meses. Mas eu ainda não tenho as palavras, e isso é triste. Como você faz algo em que você é bom sem perceber que não é ou sem se tornar ruim nisso? Como alguém passa daqui onde estou pra'quele lado? Qual é o caminho? Eu não sei, mas sinto que é algo que eu tenho de descobrir sozinho.
Eu queria entender aonde estou situado dentro de mim, mas ainda me falta tato pra isso. Tudo que eu posso fazer por enquanto é o que já estou fazendo. Mas acho que eu chego lá, isso é, com o propósito certo. Eu nunca mais estive sozinho sem estar solitário, e sinto falta de ficar bem só comigo, mas eu acho que as circunstâncias das oportunidades atuais pra isso atrapalham minha sensação. Mesmo sozinho atualmente eu não fico só, e isso me deixa solitário. É muito complicado dizer claramente o que eu quero dizer em palavras, as metáforas ajudam, mas são nebulosas. Felizmente existem os que conseguem notar e absorver isso, infelizmente são poucos e quase sempre estão longe de mim.
Na verdade eu sempre senti que não me expresso 100% como penso e quero, mesmo sendo alguém articulado. Isso deve rolar, sei lá, 40 ou 50%, e 8 entre 10 pessoas entendem de 30 a 40% do que quero passar. E nem isso é exato ou 100% a maneira que eu queria me expressar. Muitas vezes eu sofro com verborragia, eu sinto isso muito forte em quem eu sou.
Nessas horas eu vejo o quanto as pessoas são extremamente cansativas, inclusive eu. Somos tão, mas tão cansativos, é tipo um efeito colateral do ser humano, mas sem o nevoeiro morno que o Dramin traz. Acho que o coração de todo mundo deve bater do lado errado do peito, ou todos nós sofremos de artrite crônica, só que na alma, e dentro de nós, moramos todos num inverno infinito. Acho que somos... de trás pra frente. Não sei.

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