As cores contrastavam. Branco e Preto. Rosa e Azul. Hora de partir...
Era difícil para ele dizer quando aquilo havia começado.
Tanto quanto era para ela dizer como havia se deixado levar.
Ainda assim eles eram o que esperavam de si mesmos.
Ele viu seus olhos cor de rosa. Que deslumbrante.
Ela encarou seus olhos azuis. Que encantador.
Ele sempre usava preto.
Ela sempre usava branco.
Eles riram disso enquanto se abraçaram. Não importava.
O tempo não lhes era preocupante.
O tempo lhes era o que quisessem.
E beijos e carinhos eles compartilharam. Tudo bem.
Seu cabelo era como uma flor de cerejeira.
Ele a amava.
Seu cabelo era como o céu profundo e limpo.
Ela o amava.
E assim tudo estava. E era só o que importava.
Mas a espada do destino caiu perante eles.
Ostentando urgência do passado e planos do futuro.
As coisas mudaram.
O tempo, único aliado, traiu-os amargamente.
E então já não bastava apenas amor.
E tentando fugir, eles caíram em eterna perdição.
E do penhasco pularam. Para sempre unidos em vingança.
O ventou uivava impiedosamente.
Eles sorriram. Apesar de tudo, haviam conseguido.
Apesar de tudo, haviam finalmente fugido.
Ainda assim ele sabia.
Ao mesmo passo que ela soube.
Seu cabelo era como uma flor de cerejeira.
Seu cabelo era como o céu profundo e limpo.
Ele sempre usava preto.
Ela sempre usava branco.
Desta vez, porém, não houve risos despreocupados.
As cores contrastavam. Branco e Preto. Rosa e Azul. Hora de partir... De partir para sempre.
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