Às vezes nada dá certo. Às vezes nada é capaz de te distrair. Nada é bom o bastante. Às vezes ficar na chuva não adianta, e ela não lava os pecados nem a paranóia pro ralo da memória. Às vezes o som dos dias te fazem desmoronar pelos ecos do passado, recente ou antigo, mas inesquecível.
Às vezes a bebida infecciona as feridas e tentar sorrir só te deixa mais doente que o normal, o som do jazz só te traz amargura, e respirar fundo não é suficiente pra trazer paz à mente. Às vezes os degraus pesam tanto dentro do peito que chega a doer, e fingir ser forte não passa de uma forma de te deixar mais fraco ainda.
Às vezes tudo o que você quer é desistir, é jogar tudo para o ar, é acabar com tudo de uma forma rápida e indolor. Às vezes não há mais esperança, e até a garganta se recusa a gritar, e o corpo já não quer mais caminhar. Às vezes você só quer que o tempo passe, pra você poder fechar os olhos e dormir sem pretensões de acordar...
Às vezes o às vezes dói, e céus, como dói.
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