O que for meu agora é seu, mas dá um pouco da tristeza, que é pra não te amargurar. As cartas que você me deu traduzem toda a beleza, eu já nem sei o que falar. Daqui de cima me lembro de momentos, de nós andando de mão dadas. Das conversas sobre nossos sofrimentos, de deitar com você sobre almofadas. Foi bonito, verdadeiro, real. Mas finito, derradeiro, fatal.
Eu jamais faria nada pra te fazer chorar, embora você não acredite. Ninguém começa algo assim pensando em terminar, mesmo assim você não admite. Pensei que eu saberia o que fazer agora, eu sabia que ficaria sozinho. Mas tenho medo de sair lá fora, não quero ter de seguir outro caminho.
Quando você partiu eu sei que não prometeu voltar. Mas vou contigo mesmo sabendo que não prometi ficar. Vou de longe que é pra não te magoar ainda mais. Vou te amando e odiando te deixar em paz. Vou fazer o que for certo e o que puder por nós, mesmo que nossa sobra seja não ficar a sós.
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