12 janeiro 2013
Schoendorfer.
Hoje eu te vi de perto depois de tanto tempo. Eu sorri e te abracei, eu sentei do seu lado. No começo eu tentei não te olhar, mas não deu, porque preciso de você, seja do jeito que for. Eu segurei sua mão de leve, e reparei no seu esmalte, te deixei vestir minha camisa, brinquei com seu cabelo, e deixei você brincar com o meu. Eu fiquei com você no sofá e me lembrei de como você é bonita, das tuas poses, dos teus olhares, do teu jeito de sorrir. Deixei você colocar as pernas sobre meu colo, brinquei com seus pés tão delicados. Te olhei com doçura, você me olhou com gentileza, uma troca de carinho contida, calculada. Quase entrelacei meus dedos aos teus, mas não pude, não consegui. Fiquei perto de você o máximo que pude. Ouvi tua voz, tua risada, vi tuas marcas de expressão. Impliquei com você, deixei você me bater em resposta, te provoquei de leve, lembrei dos nossos dias, dos nossos momentos. Você deixou uma foto no meu celular. Doeu. Não chorei, mas doeu. Ainda assim foi bom ficar contigo. E aí você teve que ir, e eu te dei um beijo no rosto, um abraço sem graça, e um tchau de amigo. Mas aqui estou eu, escrevendo sobre algo que já tivemos e que sinto falta, olhando sua foto, e abraçando minha camisa como se abraçasse você só por ter seu cheiro nela...
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