Saborosa.
Saborosa
a dor do amor à carne, tão especial em tua imagem, tão ensandecida de
calor. De vermelho definiu-se, como se ao luar fingisse, como se
quisesse deste amor apenas o torpor, como se o espinho traduzisse a
flor, e a fatalidade fosse um favor. Tenta não mudar, finge enxergar,
condena a própria existência, e o faz sem hesitar. Saborosa, saborosa
poderia ser a hora do dia, mas procura estadia sempre onde não quer
estar, por fazer de si a oferenda sem pudor. Morre em lenta agonia,
morre um pouco a cada dia, por ver dor no amor e sentir amor na dor.
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