15 maio 2013

Saborosa.

Saborosa a dor do amor à carne, tão especial em tua imagem, tão ensandecida de calor. De vermelho definiu-se, como se ao luar fingisse, como se quisesse deste amor apenas o torpor, como se o espinho traduzisse a flor, e a fatalidade fosse um favor. Tenta não mudar, finge enxergar, condena a própria existência, e o faz sem hesitar. Saborosa, saborosa poderia ser a hora do dia, mas procura estadia sempre onde não quer estar, por fazer de si a oferenda sem pudor. Morre em lenta agonia, morre um pouco a cada dia, por ver dor no amor e sentir amor na dor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário