19 agosto 2014
Winslet.
É estranho narrar a história de nós dois. Porque
sabe, Winslet, a trilha sonora da nossa vida ainda tá tocando, porque eu
apertei o replay e não consegui mais tirar. Eu nem sei mais o que falar
sobre você porque você é tão complicada e difícil que até te explicar é
um desafio. Eu tentei te desvendar inúmeras vezes. Eu tentei descobrir
por que você veio em um pacote com um sorriso de menina inocente, e com
um aviso escrito “problemas”. Porque a falta que você faz é um erro. Winslet, você é aquele tipo de garota que todo cara tem medo, porque seus
defeitos são aconchegantes, como se fossem um sofá onde você pode
deitar e escutar Legião Urbana numa tarde de domingo. Você engole tanto
tudo pra si que foi endurecendo com o tempo. E aí você canta nessa sua
voz fina "eu bebi saudade a semana inteira, pra domingo você me dizer que não sabe o que quer, e que não quer mais saber"
com esse seu sorriso de quem não tá nem aí pra vida e não liga pros
tropeços que ela te dá, porque tem coragem o suficiente pra levantar a
cabeça e seguir em frente sem mim, coisa que eu não consigo fazer sem
você. Porque te narrar é quase impossível. Você faz o tipo que finge não
gostar e dá pra trás quando vê que as coisas saíram do seu controle.
Porque o relógio da sua vida é tu quem controla. E você faz o tipo que
esquece como amar a cada segunda-feira, esquece de ligar todo domingo só
pra no outro dia falar "eu tô com saudades mas perdi seu número, passa
lá em casa pra a gente tomar um café e quem sabe escutar o seu CD
preferido". E eu vou. Eu sempre vou. Porque porra, a trilha sonora da
minha vida continua sendo você.
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