Com o som dos sapatos
Ecoando contra o asfalto
Caminho sem rumo certo pela madrugada
Pelo meio da rua
Imaginando quando tudo irá acabar
Muito embora não tenha registro
De um começo.
As lojas fechadas são fantasmas
Memórias físicas de amores proibidos
E de pesadelos psicodélicos.
Eu não me abalo mais com nada
O fogo vermelho e azul já não incomoda.
Eu me entreguei
Sou dos demônios, o senhor
E dos anjos, o criador.
Tenho minha própria força de destruir e também
De ser destruído.
Eu sou tudo que jamais pensei que me tornaria
E nada do que queria ser
O som dos sapatos ecoa
E eu entendo que sou e serei sempre
Dotado de impaciência
E solidão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário