12 setembro 2016

Poente.

Sozinho em meu quarto observo
As rachaduras macabras dos móveis
E minha respiração me atormenta
Com flashes de vidas passadas.
Eu me encolho na cama
E os quadros pendurados sussurram
Um convite a andar pela casa
E em meus passos sonâmbulos
Percebo e me compadeço
A casa vai me engolir
E nela vou perecer
E não há nada que eu possa fazer
Contra isso.

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