Eu queria ser um desbravador da vida e da fé
Entre os dias e o verde e o cinza ir aonde quer
E viver num abraço apertado, acho que eu sou assim
Eu não sei o quero dos outros e o que quero de mim
O contraste entre o vento e o sol, um passeio de trem
A malícia e a delicadeza dos outros também
Entender toda a brutalidade do que vem me ferir
E a beleza do amor que nos toques se fazem sentir
Ser aquele que vive pra sempre do que der e vier
Compreender o anseio do homem e o calor da mulher
Declamar os mistérios da morte por ser de onde vim
E num verso explicar a beleza do que é ter um fim
No marasmo dos dias cantar, dizer que tudo bem
Ser o encantador do terreno e o que vem do além
Mas de frente ao espelho eu entendo, serei sempre assim
Sem saber o que quero dos outros e o que quero de mim
19 abril 2023
Miragem.
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