Eu nunca mais vou viver isso de novo
Nada disso estará no meu norte outra vez
E eu serei interessante somente
Aos caprichos da solidão
E dos vícios aos quais me atrelei
Pra não observar com franqueza cruel
A natureza insuportável que me guia
Rumo a caminhos já conhecidos
Num charme inexplicável
Sempre tão elogiado ao sol poente
E ainda assim incapaz de prover algo novo
Que não sejam devaneios miseráveis
Que me impedirão de saltar em queda livre
Mas me manterão em correntes firmes
De desilusão e sobrevivência
Em goles e tragos e risos fingidos
Doente como infecção incurável
Na aparência mais gentil e bela possível
25 novembro 2024
Carta de um contratante.
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